quinta-feira, 25 de abril de 2013

Passaportes: do bebê e da babá.

Estou programando algumas viagens para este ano... Algumas até para ano que vem. Primeiro, que a defesa do mestrado será na primeira semana de maio... UFA! Isso me prendeu muito aqui. Agora, além do alívio da data marcada de defesa, meu filho já está andando e esboçando sons semelhantes a palavras, e entendendo melhor quando pedimos algo ou explicamos. Acho que já está na hora de sairmos do país.

Meu marido é Português e tem família e negócios por lá. A família sempre pergunta pelo nosso bebê e decidimos passar uma temporada na Europa. E agora? Os passaportes! Do bebê e da babá!

Achei que seria super complicado e demorado, mas foi bem mais rápido do que imaginei: basta entrar no site da Polícia Federal - Passaporte e preencher o formulário, com os dados abaixo. Veja o que você precisa perguntar para a babá antes de preencher a ficha pra ela:

DADOS PARA PERGUNTAR PARA A BABÁ ANTES DE PREENCHER O FORMULÁRIO:
Nome completo da babá;
Filiação (nome do pai e nome da mãe);
Data de nascimento;
Estado Civil;
Nacionalidade;
País/Estado/Cidade onde nasceu;
Eventual nome anterior (alguém que casou e mudou o nome, separou e retirou nome ou que pediu alguma alteração judicial por motivos particulares).
RG - Número, Órgão Emissor, Data de emissão e Estado de emissão;
CPF;
Certidão (casamento ou divórcio) - matrícula, tipo, número, livro, folha, cartório, Estado e Cidade de expedição;
Título de eleitor - número, zona, seção e Estado (se for idosa liberada de votar - acima de 70 anos - não precisa preencher este campo);
(Situação militar só se for babá homem, o que eu ainda não presenciei...rs)
Passaporte anterior - situação, série, número;
Profissão;
E-mail;
Nacionalidade da mãe;
Nacionalidade do pai;
Endereço - Rua, número, Cidade, Estado, CEP e telefone;
Posto onde DESEJA atendimento (fique tranquila - você só indica onde prefere ser atendida, mas isso não altera em nada poder consultar todos os outros postos na hora do agendamento para ver qual a melhor data pra você).

DADOS PARA PREENCHER O FORMULÁRIO DO BEBÊ:
Nome completo do bebê;
Filiação (nome do pai e nome da mãe);
Data de nascimento;
Estado Civil; (solteiro, né...)
Nacionalidade;
País/Estado/Cidade onde nasceu.
CPF do responsável;
Certidão de nascimento - matrícula, tipo, número, livro, folha, cartório, Estado e Cidade de expedição (se o bebê já possuir RG, os dados de identidade devem ser preenchidos e não precisa da certidão);
Passaporte anterior - situação, série, número;
E-mail do responsável;
Nacionalidade da mãe;
Nacionalidade do pai;
Endereço - Rua, número, Cidade, Estado, CEP e telefone;
Posto onde DESEJA atendimento (fique tranquila - você só indica onde prefere ser atendida, mas isso não altera em nada poder consultar todos os outros postos na hora do agendamento para ver qual a melhor data pra você).


Após preencher todos esses dados, é emitida uma GRU (Guia de Recolhimento da União) para cada formulário (imprima a Guia). Atualmente, a taxa é R$ 156,07. Ainda na mesma página, há uma aba para marcar o agendamento, que independe do pagamento da guia.

Nesse ponto, clique na cidade que quer ser atendida, e vá clicando posto por posto vendo quais as datas disponíveis. Se puder, veja até nas cidades mais próximas. Se tiver pressa, agende a mais próxima data que encontrar entre todas, apenas para garantir o dia e local. Isso porque, depois que pagar a GRU, você pode reagendar. Eu paguei a GRU pela internet. Imprima assim que agendar o protocolo com o detalhamento (se não imprimir, não há como imprimir depois no site - só o número).

Se quiser reagendar, com a GRU paga, entre no site da Polícia Federal novamente - indique o CPF, data de nascimento e número do protocolo. Você não perde a data agendada só por consultar se apareceu alguma nova data mais próxima disponível - só se você clicar e confirmar a nova data que o agendamento anterior é cancelado. Então, como eu tinha pressa, marquei uma data que havia e no dia seguinte, entrei no site de novo - haviam disponibilizado uma nova data para agendar para o dia seguinte!

Quando for tirar mais de um passaporte, procure ir rápido entre os formulários e agendamento - deixe os formulários já preenchidos em 2 janelas diferentes e tente fazer o agendamento simultaneamente, procurando marcar na mesma hora para todos os formulários.

Para o dia do agendamento, compareça ao posto agendado portanto cópia da GRU paga e do Detalhamento do Protocolo. E tenha em mãos:

DOCUMENTOS PARA A BABÁ (ver link):
Identidade (RG, Carteira de Trabalho ou Profissional ou Habilitação - atualizados e em bom estado de conservação, atentando-se que os documentos sozinhos ou em conjunto precisam indicar o número da identidade, ter foto e assinatura e indicar filiação e local e data de nascimento);
Passaporte anterior (se estiver vigente ainda, eles cancelam na hora - por isso, se for precisar dele antes do novo ficar pronto, avise na hora do agendamento);
CPF (se o número não constar de um dos documentos acima);
Certidão referente à alteração do nome, se houve;
Título de eleitor e comprovantes de votação da última eleição - se houve 2 turnos, precisa dos 2 comprovantes - se não tiver entre no site do TSE e preencha os dados para a obtenção da Certidão de Quitação Eleitoral;

DOCUMENTOS PARA O BEBÊ (ver link):
Certidão de nascimento (ou Identidade, se houver);
CPF do responsável;
Autorização dos pais - está disponível no link acima - se os dois pais forem no agendamento com o bebê, leve a autorização preenchida e documento de ambos, pois assinarão ali na hora mesmo, na frente do oficial (se não, que não for precisa levar o documento assinado reconhecida a firma do pai ausente, ou levar a certidão de óbito no caso de pai falecido);
Foto 5X7 para crianças até 3 anos - o bebê dificilmente para quieto epode ser que você não consiga tirar a foto na hora e perca todos os esforços de ter ido até lá - então, já tire a foto antes num fotógrafo ou tire em casa, com fundo branco, sem sombras, roupa escura e que dê pra ver as duas orelhas, sem estar de cabeça baixa. Eu tirei em casa, com o meu bebê deitado num lençol branco) e dimensionei no site PassportPhoto4you e imprimi em uma gráfica;
Leve outros documentos que entender pertinentes - eu levei meu passaporte e do marido. Certidão de casamento dos pais, se houver.

Eles darão a você um papel com a data prevista de retirada do passaporte - os nossos demoraram cerca de 1 semana.

DICAS: 
- Sempre checar se os passaportes estarão válidos por pelo menos 6 meses a partir da data da viagem;
- Para retirar o passaporte do bebê (ou crianças até 12 anos não alfabetizada), um dos pais pode ir sozinho portanto documento e certidão de nascimento/identidade do bebê;
- Se tiver pressa, entre 2 ou 3 vezes por dia no site de reagendamento - novas datas e horários estão sempre sendo disponibilizadas, de pessoas que reagendaram;
- Fui no Shopping Light de SP, tudo super organizado, e fui atendida na hora;
- Por depender de alguns dados, só consegui marcar o da babá para depois do agendamento do bebê e o dela foi no posto do Ibirapuera. É muito cheio e mais desorganizado;
- Leia as instruções que estão no protocolo.

segunda-feira, 22 de abril de 2013

Restaurantes dos últimos 15 dias - Ecco, Spago, Osaka, Kosushi, Gato que Ri e Varanda.

Quem mora em SP sabe que um dos maiores prazeres que a cidade oferece é a gastronomia. As cozinhas dos restaurantes remetem às mais diversas culinárias, e há jóias que não deveriam passar desapercebidas. Outros, que têm mais nome do que qualidade ou sabor (caso do D.O.M. que, ao MEU paladar, não agradou).

Para um casal com filhos, acaba sempre sendo o programa mais fácil para quebrar a rotina e sair de casa, pois geralmente se janta depois das 21:00 e os bebês costumam já estar na cama. Ou seja, se tem alguém pra poder ficar com eles durante a noite, é um tipo de programação que fazemos sem peso na consciência de estar perdendo um momento importante da vida deles.

Nestes últimos dias, fui a alguns lugares que merecem algumas notas e comentários. Afinal, compartilhar sempre o que se descobriu de bom (ou ruim) é importante.

Ecco - como disse a uma amiga um dia desses, não ter assistido ao The Godfather é uma situação digna de vergonha (não sei o que houve - nunca parei para assistir ao filme, por falta de iniciativa e oportunidade mesmo). E em relação ao Ecco, agora que conheço, posso dizer a mesma coisa. Nunca havia entrado e isso que adoro ir jantar na Rua Amauri. Pois agora, redimida, conto que a-do-rei. O couvert é uma delícia e fiquei encantada com o peixe ao molho de limão. Deslumbrante mesmo. Um pouco mais casual que os outros restaurantes da rua, não deixa a perder em nada, mesmo sendo um pouco mais em conta. Como diriam as blogueiras, é um "must go" absoluto.

Spago - esse foi idéia de uma amiga minha, que estava alucinada para conhecer os cannolis do lugar, pois havia visto uma nota na Vejinha. E os cannolis, minha nossa (nunca pensei que ricota com laranja e chocolate enrolados em massa e acompanhados de sorvete de pistache pudessem ser tão bons). Mas a comida em si deixou a desejar. Acabei comendo um sanduichinho de massa italiana feito com salmão defumado, cream cheese e pepinos (que eram picles, na realidade) e fui ao buffet de saladas. Fiquei com fome... A sorte é que, depois dos cannolis, fomos a Maria Brigadeiro continuar o café com conversa fora. E que delícias os brigadeiros!

Osaka - outro da Rua Amauri. Esse é novíssimo e acabamos parando por acaso, sem qualquer tipo de referência prévia. Achei que seria um japonês tradicional, mas é de comida oriental agregada de toques peruanos. Comemos uma degustação de ceviches - salmão, atum e peixe branco, cada um com um molho bem diferente, todos excelentes. Comemos sushis e sashimis, também super gostosos, mas sem nada de muita inovação. O atendimento que é meio ruim, mas não sei se foi por causa da recente inauguração da casa (fomos atendidos pelo maître e ele errou os pratos)...

Kosushi - este é um japonês que eu já gostava antes, ali do Itaim. O carpaccio de merluza negra é sensacional, os sashimis de vieira também, além de sempre terem sashimi buri e toro (o buri-toro é raro). O atendimento é sempre ótimo e os temakis muito bons (menores e com pouco arroz, alga super crocante).    O ambiente é lindo, bem moderno, com iluminação a meia-luz. O problema é que sempre está muito cheio e para se sentar com tranqüilidade é preciso chegar cedo. Dessa vez fui ao do Shopping Cidade Jardim, e posso assegurar que a qualidade dos pratos é a mesma. Em que pese a estonteante vista da cidade de SP que o Shopping traz de cenário, o ambiente não é tão bonito quanto o da casa do Itaim.

Gato que Ri - que delícia! O duro é ir ao Largo do Arouche, o que só fizemos por ser final de semana e por ter um motivo muito especial. Minha avó, que mora em uma cidade do Vale do Paraíba, costumava ir com meu avô há 4 décadas... Mas como ele já faleceu há uns 20 anos, ela estava saudosa do capeletti in brodo e da lasanha verde. Ligamos no local e o Gilberto, um dos donos, providenciou uma lasanha verde pra ela sem carne (pois nesses 20 anos ela virou vegetariana), uma atenção só. Eu comi tagliarini nero com frutos do mar. Estupendo! Todos da mesa amaram os pratos e saímos de lá muito felizes e satisfeitos.

Varanda - é a melhor carne de SP, sem competição. Adoro o Pobre Juan, o 348 e o North, mas o Varanda é hors concours... Meu pai, também do Vale do Paraíba, fica decepcionado se vem a SP e não vamos a esse restaurante. O bife de tira (corte brasileiro) é sensacional. Deslumbrante mesmo. O arroz biro-biro e a farofa... Minha nossa senhora... Dica: o cafezinho já vem cheio de guloseimas (trufinhas, suspiros, laranjas secas, docinhos de leite) e fica difícil prová-los se pedir sobremesa...rs Agora também tem no Iguatemi JK, mas não provei a carne, apenas o peixe (que não era nada demais).

UFA!

E aí, alguém tem alguma impressão diferente desses lugares?






quarta-feira, 17 de abril de 2013

Optando por uma babá. Onde procurar e média de salários.

Está aí um dilema que grande parte das mães que trabalham têm. E comigo não foi diferente quando precisei voltar ao escritório. Primeiro, optar entre babá e escolinha. Depois, quanto pagar?
De plano, para mim, a escolha não foi muito difícil. Fiquei ressabiada de colocar meu bebê em uma escolinha, sabendo que ele não sabia falar e pedir as coisas - e se não soubessem interpretar os choros como eu faço? Preferi alguém 100% pra ele, focada exclusivamente nas suas necessidades e que não tivesse que dividir o tempo com outras crianças. Além disso, por eu ser associada ao escritório, não havia carga máxima, horários definidos, etc. A qualquer momento poderia ter que ficar até bem mais tarde ou mesmo ter que viajar. E o que fazer com o bebê se algo assim acontecesse? A creche tem horário de saída e alguém precisaria busca-lo e ficar com ele. Minha família é do interior e meu marido viaja demais. Eu precisava de uma estrutura logística segura. Ao menos neste primeiro momento EU (dou ênfase a essa ser uma escolha totalmente particular de cada família) decidi por uma babá e que dormisse. Ainda estávamos sem limite de carga horária aos funcionários domésticos.
Então, veio a dúvida. Quanto pagar?
De agência em agência (já que não sabia nada sobre o assunto e onde pesquisar) pesquisei a média salarial, ainda que sabendo que poderia ser um número inflacionado. Em janeiro de 2012 estava entre R$1mil e 1,8mil - obviamente com exceções de enfermeiras, cujos salários variavam, à época, entre R$2mil e R$3mil.
Para se ter uma idéia de salários, recomendo uma busca no site da Kanguruh Morumbi. Lá há perfis, pretensões salariais e o mais legal de tudo são os vídeos, que já dão uma prévia das candidatas.
Contratei uma de R$1,5mil através de uma agência que não vou citar o nome. Aparentemente, fizeram uma busca superficial de referências e elas eram mentirosas.
Passei para uma babá que a doméstica de casa indicou. R$ 1,8mil. Ótima a menina, mas matava deus e o mundo toda segunda-feira para faltar. Depois, começou a constantemente "estar de atestado", faltar por qualquer motivo, etc.
A segunda babá, R$1,8mil no período de experiência, R$2mil se ficasse. Ótima também, mas prepotente. Acabou brigando com minha mãe e, por mais que fosse exemplar nos cuidados com bebê, tive que dispensar.
Entrevistei uma de R$2,4mil mais plano de saúde. Já não agüentava mais e resolvi bancar, pois parecia ótima, referências de um prédio vizinho que chequei existir. Tudo acertado, um dia antes dela começar, liguei. Não ia mais trabalhar comigo pois havia encontrado quem pagasse mais (?!?!). E eu, já não estava pagando o máximo??? Aquele não era o limite?
Acabei pedindo a licença não remunerada do escritório, como contei no primeiro post. E comecei a procurar com calma.
Fui extremamente bem atendida pela hunter de babás Bia Greco. Que me enviou candidatas muito razoáveis e de acordo com meu perfil.
Comecei a procurar em sites que disponibilizavam currículos gratuitamente. Para serviços de "babás de luxo", encontrei o da blogueira Taluana Adjuto - http://elitecarebrasil.blogspot.com.br/p/boa-sorte.html - que é muito bom e diz muito sobre contratações desse tipo. Super bacana.
Também pesquisei na OLX e Vivastreet. E, por incrível que pareça, contratei via OLX - chequei referências a fundo e antecedentes criminais.
Atualmente pago R$2 mil para dormir, mas ela fica com meu filho apenas durante o dia e não fica com o bebê à noite ou com a babá eletrônica ligada. Apenas quando saio, mas assumo assim que chego.
Tenho também uma folguista, para os finais de semana, que também encontrei na OLX. Pouco mais de  R$ 300,00 por 48hrs.
DICAS: 1) Leiam os contratos com agências. Prefiram aquelas em que haja o pagamento mediante a contratação (nas em que há o pagamento antecipado, há o costume de se esquecer do cliente depois) e que haja a possibilidade de período de experiência com eventual substituição garantida;
2) Confiram os serviços que as agências prestam - checagem de referência, antecedentes criminais e processuais e exames médicos.
3) Passeie nas praças Pereira Coutinho da Vila Nova Conceição ou na Buenos Aires do Higienópolis - há uma quantidade imensa de babás e elas sempre conhecem colegas precisando. É uma rede.
MÉDIA DE SALÁRIO: Depende muito de região.
Tenho uma amiga no Morumbi que paga R$ 1,2mil. Mas, por aqui no meu bairro (próximo ao Ibirapuera), é difícil menos de R$ 1,5mil. Até mesmo é raro esse valor.
Com minhas amigas, vejo algo em torno de R$2mil líquidos para dormir. Chegando a até R$ 3mil em alguns casos. Ou seja, depois dos descontos (INSS da parte delas), é esse o valor que recebem.

terça-feira, 16 de abril de 2013

As aulinhas de música e ginástica para bebês. Um motivo para o encontro das mães.

Talvez eu não fosse metade da mãe que sou hoje se não tivesse ido parar nas tais aulinhas de música e de ginástica. Meu bebê tinha menos de 4 meses de idade quando fomos abordados na pracinha ao lado de casa, com um convite de festa junina de bebês. Aliás, confesso, ao receber o convite ri no meu interior: "que gente é essa que faz festas para bebês!?!?"

Morder a língua é um ato que todo ser humano acaba fazendo (e Raul estava certo sobre a preferência por ser uma metamorfose ambulante). Pois mordi a minha em relação à festa junina. Dentre minhas amigas, não havia alguma na mesma fase que eu - ou os bebês já estavam crescidos ou ainda não estavam no planejamento a curto prazo. Então, paguei os convites e fui com meu marido e bebê.

Lá chegando encontramos vários bebês caracterizados de caipira (o meu também estava). Todos os casais dispostos a conversar e trocar experiências. Atividades voltadas para os bebês, como música e quadrilha com os pais. Acabou sendo sensacional.

Muitos falam das alegrias da maternidade, e não contam o quanto ficamos sensíveis (às vezes tristes mesmo). Esquecem de avisar do isolamento do mundo, da falta de assunto que enfrentamos ao ficarmos em casa com o bebê nos primeiros meses, quando sequer conseguimos assistir a uma novela ou um jornal que seja. O único assunto que temos, aliás, é sobre bebês: amamentação, sono, rotina, as cólicas...

E foi quando conheci "as meninas" na festa. Recebi o convite de participar do grupo organizado que tinham - aulas de ginástica na segunda e de música às quartas. Como achei cedo demais para ginástica, embarquei nas notas musicais. E agradeço todos os dias por isso.

Inicialmente, a aula era apenas uma roda de mães e bebês com uma professora cantando músicas infantis. Depois, mudamos de professora, para uma proposta mais participativa - em cada melodia, há uma atividade desenvolvida, com material para todos os bebês. Martelos, chocalhos, bolinhas, danças coreografadas, acessórios, etc. E a cada aula há o registro com fotos e relatório do que foi ensinado. A escola se chama Música Materna.

Mais tarde, começamos as aulinhas de ginástica. Meu filhote, agora com 1 ano e 3 meses, já parece entender os comandos um pouco melhor e participar da aula. As atividades vão desde o alongamento, músicas com exercício, movimentos para coordenação e circulação, escalada. Os professores são da MyGym.

Trocando experiências semanalmente, acabamos estreitando os laços de amizade. E para mães na mesma fase, abrem-se novas portas de amizade: os temas de interesse acabam sendo os mesmos e os problemas ao menos muito semelhantes. Nossa, e é cada coisa que a gente aprende: pois cada uma sabe um pouco de ser mãe, mas juntas, sabemos muito!

Aprendi a levar um lençol para fazer um cinto de segurança naqueles restaurantes que só tem cadeirões de madeira. Tomei bronca por pensar em deixar meu bebê com a babá enquanto viajava (isso é assunto pra outro post, mas já adianto que graças-a-deus não fiz isso). Comi pães de queijo e brigadeiros incríveis. Notamos que, quando um fica doente, todosss ficam também. E que cada pediatra tem uma conduta diferente para o exato mesmo problema. Aprendi sobre viagens com bebês - avião, hotéis, alimentação. Discutimos muito sobre terceirizar a infância dos bebês (cada uma com a sua opinião sobre escolas, babás ou mães sem ajuda). Enfim, sempre aprendendo.

Com o crescimento dos nossos filhos e o término do aleitamento materno, pudemos recomeçar a viver enquanto indivíduos. Das aulinhas saiu um jantar da mulherada mensal, encontro no qual o assunto filhos é (quase) vetado - saímos para ver gente, falar amenidades e atualidades.

Vale muito a pena esse tipo de atividade. Perdi meu preconceito e estou muito feliz. Ao final, as aulas são um mix entre estímulos musicais e físicos para os bebês e convívio social para as mães.




sexta-feira, 12 de abril de 2013

Nascimento de uma mãe... Full-time. E que mal há nisso?

Confesso que jamais me imaginei assim. Sempre prezei pela minha formação acadêmica e crescimento profissional. Workaholic mesmo. Formada pela USP em Direito, enfrentava a longa jornada diária de escritório de advocacia empresarial com um sorriso no rosto. Alegre e saltitante, sempre buscando aprender mais e crescer no plano de carreira. Quando se faz exatamente o que se gosta e necessariamente com pessoas que se A-DO-RA, os momentos ruins de pressão são reduzidos a meros percalços, que fazem parte de qualquer cotidiano. Ainda estava no meio do mestrado, na USP também.

E veio uma notícia inesperada: gravidez. Não estava nem um pouco preparada, a pílula falhou. Como diz minha mãe com sua sabedoria inigualável: "Filha, 1% de chance de erro, quando acontece com você, é 100%". Rir pra não chorar, mas é verdade.

Eu e meu marido (então namorado), resolvemos assumir tudo - explicar pras famílias, casar, contar no escritório... E meu chefe, uma das melhores pessoas que conheço nesse mundo, para meu espanto, quase que ficou mais feliz que eu! Acabou por me acalmar e confortar, explicando que teria paciência comigo, pois iria ingressar em uma nova fase. Trabalhei até a última semana antes do parto e só parei quando caí na Avenida Paulista de salto alto, indo encontrar uma amiga para o almoço. Literalmente minhas pernas já não aguentavam mais meu corpo.

Meu bebê nasceu (e com ele surgiu uma super mãe coruja que nunca pensei que pudesse existir em grau tão agudo) e se passaram 4 meses. Voltei à ativa em home office. Estava amando aquilo. Eis que chega um ultimato: voltar fisicamente ao trabalho pois não havia essa previsão de trabalhar de casa na política do escritório. Parei de amamentar e voltei. Mas não pude suportar. Saía de casa e ele mal havia acordado. Voltava e ele já estava a dormir. Para agravar, deveria apresentar a dissertação do mestrado em poucos meses e ainda tinha pouquíssimas letras escritas.

Com dor no coração, pedi licença, não remunerada. O fato de poder contar com meu marido nesse momento foi decisivo - ele tinha condições de arcar com todos os custos e sempre me deixou a vontade com qualquer das escolhas que pudesse tomar. E eu optei por ser mãe full-time.

Muitos me apoiavam, principalmente as mulheres. Poucos não, dentre eles meu pai, alegando que havia batalhado muito para alcançar minha formação e carreira.

Fato é que atualmente sou mãe. E não trabalho (obviamente que na acepção jurídica, pois descobri que cuidar da casa e da família á sim uma senhora de uma labuta). Portanto, sou mãe e dondoca...(risos)

Usarei este espaço mais como um diário pessoal, contando as aventuras desse dia-a-dia (eu sei que pelas novas regras essa expressão perdeu o hífen, mas para mim ainda fica estranho demais tirar, então, perdão aos gramáticos). Se alguém quiser ler - há sempre loucos para tudo -, que alegria compartilhar as dúvidas e descobertas, angústias e encantamentos dessa fase. E o conteúdo poderá ser instrutivo ou fútil, útil ou inútil. Só vou escrever o que tiver vontade, entre um desabafo e pedido de conselho, às vezes me intrometendo a dar dicas. Desde  assuntos como educação de filhos, desenvolvimento, a possibilidade de ajuda de babás e domésticas, passando por passeios e shopping, até a adaptação a esse novo esquema, contando das amizades que fiz, como aprendi a ter um tempo para mim e não viver em casa de pijamas.