terça-feira, 29 de novembro de 2016

CAPRI, Itália - Destino romântico e elegante para o verão europeu. Dicas.

Lembram que já havia viajado sem meu filho para Vegas em 2012, como contei aqui? Pois bem, agora foi a vez de desgarrar um pouquinho da mais nova, e viajar pela primeira vez depois de seu nascimento sozinha com o marido. Confesso que dela foi um pouco mais difícil, já que ela é muito agarrada comigo e já entendia melhor a situação (da outra vez meu filho tinha 8 meses e nem sabia o que acontecia ao seu redor direito e desta, minha filha tem quase 2 anos). Meu filho, agora com quase 5 anos anos, já entendeu bem e só pediu um presente.

Desta vez, tínhamos um casamento em Portugal e meu filho tinha aulas, não queríamos que as perdesse. Além do trampo que é viajar com pequenos (as malas multiplicam, os braços diminuem e o espaço no assento com o bebê quebra muito o sono), apesar de amar viajar com eles... Consegui emendar de um final de semana e, voilá, tinha 5 dias livres após o casamento para viajar!

E eu estava encantada com as fotos do azul do mar que via nas fotos de CAPRI. E Capri tinha sido vetada na eurotrip do meio do ano com as crianças (meu marido falou que não ia ficar carregando malas e carrinhos e filhos pra dentro e fora de balsa). Aliás, Capri é uma ilha e na qual se chega apenas de barco (balsa) ou helicóptero.


Fotos extraídas do Google Maps.

O ponto mais próximo com aeroporto é Nápoles, de onde saem balsas para as ilhas próximas à Costa Amalfitana.

TRAJETO: Eu cheguei de avião em Nápoles, peguei o transfer do hotel até a balsa e o hotel nos pegou na balsa ao descer na ilha, nos colocou no taxi e foi conosco apé até o hotel (no centrinho, em Capri, só se anda a pé ou de um tipo de transporte da largura de um carrinho de golfe, mas que os hotéis apenas usam para suprimentos e malas). VALEU A PENA O TRANSFER? Não... 220 euros para eles contratarem um motorista, que fez o percurso com a gente até a balsa voando (15/10 min no máximo), para nos comprar um ticket na balsa comum, encontrar o senhor que nos colocou no taxi e desceu com a gente até o hotel.

Na volta não contratei... Pegamos o funicular (teleférico/trenzinho que desce do centro ao porto), compramos o ticket, pegamos a balsa, pegamos um taxi até a estação de trem de Nápoles (15/20 min também) e pegamos um trem rápido para Roma.

Vista da descida do Funiculare.

Se fosse sair do Brasil hoje? Eu faria Alitalia direto GRU - Roma (FCO), taxi, estação de trem para NÁPOLES, taxi, balsa.

Horários da balsa: aqui (observe que há as balsas rápidas (50min) e as lentas (80min)).

Horário dos trens de Roma para Nápoles: aqui (há também os trens rapidíssimos que fazem o trajeto em 1 hora - Frecciarossa - pegamos a executiva e fomos super sossegados na volta).

QUANTO TEMPO FICAR: Muitas pessoas optam por apenas passar o dia lá, em um dos roteiros de passagem pela Costa Amalfitana. Um dos motivos é que a hospedagem na ilha não é tão em conta MESMO e outro é que há muitas excursões para a ilha. Um tio nosso que lá foi falou que Capri não passava de um grande "penedo" (montanha de rochas). E tinha razão - fez uma excursão que lá chegou de manhã, passeou num barco lotado de gente, comeu num restaurante turístico do porto e voltou. Eu não faria isso. A ilha é linda demais.

Sem contar o dia de chegada e saída, foram 3 dias inteiros na ilha. Suficientes? SIM. Mas ainda ficaria mais uns 2 ou 3 dias.

ONDE FICAR: Chegando na ilha, na Marina Grande, se subir à esquerda encontrará o centrinho de Capri (melhor lugar para ficar) e se olhar o tal penedo à direita, é Anacapri, com alguns hotéis de luxo, mas mais afastados (15min de taxi, não sei quanto de ônibus).

O centrinho é o burburinho. Onde tudo acontece em torno da Piazzetta. Onde há o sorvete feito no dia com o cone feito na hora, os restaurantes, as boas lojas (Hermés, Valentino, etc) e excelentes hotéis. Na muvuca fica o Quississana, da rede da família Morgano e onde os brasileiros costumam ficar. O café deles fica bem na rua e passar por lá sem ouvir português é meio difícil.


COMO SE VESTIR: bom, tem de tudo. Mas o que notei mais foi uma preferência por kaftans e vestidos longos, com sandálias anabelas baixas ou rateirinhas. Mas tinha gente vestida pra matar na balada e outros de saída de praia transparente. Na média, era um resort chic.

O QUE FAZER: Fiz três tipos de passeios diferentes: No primeiro dia, passeamos de manhã de barco (meio período, das 09 às 13:00) fazendo o percurso turístico, conhecendo as grutas famosas (como a Gruta Azul - chegue cedo, pois a fila desses barcos de turismo pode te deixar esperando um tantão lá fora) e fomos deixados pelo barqueiro no IL RICCIO para o almoço, que se estendeu por algumas horas. No segundo, fomos ao LA FONTELINA de trilha na encosta pela manhã (espécie de beach club numa praia de concreto charmosa) e lá almoçamos e bebemos, retornando à tarde pro hotel (ps: subir na volta depois de beber é mais complicado!!!). Já no terceiro alugamos o barco pelo dia todo, nadamos um pouco em Capri e fomos almoçar no CONCA DEL SOGNO, no continente. E todas as nossas tardes/noites, passamos passeando no centrinho já sem os turistas de fora e jantando em bons restaurantes.

Gruta Azul.




Os tons do mar de Capri...

Contato do barqueiro: Conhecido como o barqueiro dos brasileiros, o Sr. Nunzio é muito simpático e fala inglês. Se não puder fazer o passeio, ele lhe indica alguém. Figuraça: nunzio.capri@alice.it

VALE A PENA COM CRIANÇAS? Depende da idade delas. Como tudo depende de subidas, descidas e andadas à pé, balsas, etc., achei meio complicado para quem tem bebês ou crianças pequenas. No meu ponto de vista, a partir de 6 anos já seria uma idade boa para pensar em leva-las, principalmente se souber nadar para se ficar mais descansado nos passeios de barco.

Bom, ainda vou escrever especificamente sobre os restaurantes que fomos e o hotel em que fiquei, o Hotel La Scalinatella - luxuoso, da família Morgano também, mas não aceita crianças e é um pouquinho mais afastado da muvuca (4 minutos andando).

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